Delcídio vai devolver R$ 1,5 mi aos cofres públicos no acordo de delação

15/03/2016 19h38
Do G1
O senador Delcídio do
Amaral, afastado do PT do Mato Grosso do Sul, se comprometeu em devolver R$ 1,5
milhão aos cofres públicos em razão de crimes assumidos por ele no acordo de
delação premiada firmada dentro da Operação Lava Jato.
A informação consta na
decisão do ministro Teori Zavascki, que homologou o acordo de delação premiada
do senador.
A delação  tem 21 termos que citam crimes praticados no
âmbito do Palácio do Planalto, Senado, Câmara, Ministério de Minas e Energia e
Petrobras.
“Tal acordo foi
firmado com a finalidade de obtenção de elementos de provas para o desvelamento
dos agentes e partícipes responsáveis, estrutura hierárquica, divisão de
tarefas e crimes praticados pelas organizações criminosas no âmbito do Palácio
do Planalto, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do Ministério de Minas
e Energia e da companhia Petróleo Brasileiro entre outras”, diz a decisão
do ministro do STF.
Na homologação do acordo,
Teori Zavascki ressalta que delação não é meio de prova e que os fatos
delatados ainda serão objeto de investigação. “Năo e demais
recordar que o conteúdo dos depoimentos colhidos em colaboração premiada năo é
por si só meio de prova, até porque descabe condenação lastreada exclusivamente
na delação de corréu.”
Várias partes da delação
de Delcídio foram reveladas nas últimas semanas pela revista “Isto é”,
envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma
Rousseff, além de políticos do PMDB e ex-ministros de governo.
No acordo de colaboração,
o Ministério Público Federal informa que os fatos narrados por Delcídio visam
esclarecer não só a investigação em que ele é acusado de atrapalhar as
investigações da Operação Lava Jato, que motivou sua prisão em novembro.

Além disso, os fatos
deverão alimentar o maior inquérito sobre o caso em andamento no Supremo, eu
investiga 39 pessoas, entre os quais parlamentares e operadores do esquema de
propina. O inquérito é considerado um dos mais importantes, por envolver toda a
“organização criminosa” que atuava para desviar recursos da Petrobras.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro