Criança de 7 anos é barbaramente assassinada durante uma solenidade de formatura em Petrolina, PE

Por - 11/12/2015
Uma
menina de 7 anos foi assassinada na noite de quinta-feira (10) com vários
golpes de faca, durante uma solenidade de formatura do Colégio Nossa Senhora
Maria Auxiliadora, no Centro de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A vítima,
Beatriz Angélica Mota, estudava no colégio e era filha de um professor de
inglês da mesma instituição. O colégio ainda não se pronunciou sobre o caso.
Segundo
a Polícia Militar, a menina foi ao evento com a mãe, Lúcia Mota, e o pai,
Sandro Romildo. O professor saiu de perto delas para participar da cerimônia.
Minutos depois, a mãe percebeu que a filha tinha sumido.
Uma
testemunha que estava na festa e que preferiu não se identificar contou o que
viu. “Já perto do final da festa, quando a banda tocava, o professor Sandro
subiu ao palco, já bastante angustiado e começou a chamar pela filha dele,
perguntando: ‘Bia, minha filha, cadê você? Pessoal, alguém achou a minha
filha?'”, afirmou.
A criança foi encontrada em um depósito de material
esportivo ao lado da quadra onde ocorria a formatura
(Foto: Taisa Alencar / G1)
A
testemunha disse que, depois, o pai foi ao palco mais uma vez para chamar pela
filha, dizendo que já tinha procurado em todos os lugares.
“Nesse
momento, a festa parou, e todo mundo começou a deixar o centro da quadra. Foi
quando o pessoal ouviu um barulho, muitos gritos. E as primeiras pessoas que
entraram [num depósito de material] já saíram chorando e dizendo que tinham
encontrado a menina morta”, relatou.
A
criança foi achada em um local reservado, um depósito de material esportivo
desativado, ao lado da quadra de esportes onde acontecia a formatura. Ela tinha
ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. A polícia descartou a
possibilidade de violência sexual.
A
faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do
abdômen da criança.
Investigações

A
Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Instituto de Medicina Legal (IML) e o
Instituto de Criminalística (IC) foram acionados. A área foi isolada e foi
feita uma varredura no colégio para tentar encontrar vestígios do crime.
A
delegada responsável pelo caso, Sara Machado, informou que havia poucas
crianças da mesma idade no local e que a mãe logo percebeu a ausência da filha.
“O
crime, que infelizmente aconteceu de forma bárbara, chocou toda a população de
Petrolina”, disse Sara. Segundo ela, a Delegacia de Homicídios já
investiga o caso.
“Os
policiais estão fazendo o levantamento em relação a testemunhas, câmeras de
segurança e outros meios de provas que possam levar à elucidação do crime”,
afirmou. Câmeras de segurança do colégio, de estabelecimentos comerciais
próximos e da equipe contratada para fazer a filmagem do evento já foram
solicitadas.

A
polícia apura se o suspeito entrou pela porta principal, que dava acesso à
quadra, porque o colégio possui sensor de movimento e, se alguém tivesse pulado
o muro, o alarme teria disparado.

Fonte: G1 Petrolina