Criança com necessidades especiais sofre estupro coletivo dentro de escola em Fortaleza

Por - 14/06/2016
A família ainda denuncia que
o menino já havia sofrido agressões na escola
Com informações do Estadão
Conteúdo
Um menino de nove anos
sofreu um estupro coletivo dentro da escola na qual cursava o terceiro ano
fundamental, no bairro Presidente Kennedy, em Fortaleza, no Ceará.  Os autores do crime seriam outras crianças de
9 a 11 anos. Nesta terça-feira (14), uma audiência está marcada para ouvir os
pais da criança e a diretora da escola.
O caso aconteceu na
segunda-feira (6) da semana passada e está sendo investigado pela Delegacia
Especializada no Combate à Exploração da Criança e dos Adolescente de
Fortaleza. De acordo com a Polícia Civil, a investigação corre em sigilo,
“para não atrapalhar a apuração do caso”.
A família denunciou a
violência ao Conselho Tutelar e disse que o menino, que estuda há três anos na
escola, foi violentado por cinco garotos. Em entrevista ao Estadão, a mãe da
vítima, que pediu para não ser identificada, disse que o grupo se dividiu e
enquanto uns o seguravam, outros tapavam a boca do menino para ele não gritar,
e os demais o violentavam. Após o estupro, o menino teria comunicado o fato à
direção da escola, mas a diretora não acreditou no relato da criança. Ainda
segundo os familiares, antes do estupro, ele sofria bullying dos colegas há
pelo menos dois anos.
O pai da criança, que também
preferiu não ser identificado, disse que foi buscar o filho, que toma remédios
controlados, por volta das cinco da tarde e o encontrou muito abalado.
“Ele vinha chorando, muito nervoso, se tremendo e eu perguntei o que tinha
acontecido”, disse. ” Ele disse que os meninos o pegaram e fizeram
maldade com ele. Fomos à Delegacia do 24º Distrito. Lá, fizemos um boletim de
ocorrência para pegar uma guia para ir à perícia forense. Depois, pedi a um
colega o telefone do Conselho Tutelar que nos buscou e nos levou à perícia e
foi constatado que meu filho tinha sido violentado.”
A família ainda denuncia que
o menino já havia sofrido agressões na escola. “Há dois anos ele era
espancado. Eu ligava, reclamava, eles mandavam eu ir lá, conversávamos, mas não
resolviam nada. Agora eu tirei ele desse colégio e me deram uma declaração para
colocá-lo em outro. Já o levei e dei remédio para ele se acalmar”, relatou
o pai.

A diretoria da escola
preferiu não se manifestar sofre o assunto. Já o secretário municipal de
Educação, Jaime Cavalcante, abriu uma sindicância para apurar o caso. Segundo
ele, o menino, a família e a escola estão sendo acompanhados pela Célula de
Mediação Social da Secretário da Educação do Ceará (Seduc)