Comércio prevê queda nas vendas e gastos menores no Dia das Crianças

Por - 08/10/2015
A crise não poupou nem as
crianças. Os resultados negativos registrados nas outras datas comemorativas do
ano vão se repetir no movimento para o próximo dia 12, a quarta melhor
oportunidade de vendas para o varejo brasileiro. De acordo com uma pesquisa
realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o volume de vendas
voltadas para o dia será o pior dos últimos 12 anos. Em 2015, a queda real será
de 2,8% na comparação com 2014, com uma movimentação de R$ 4,3 bilhões.
O economista da
Fecomércio-PE, Rafael Ramos, explica que o cenário econômico marcado pelo
aumento do desemprego, da inflação e redução do poder aquisitivo causaram a
retração das vendas. “Este é um ano bastante difícil, de ajustes e
encarecimento do crédito. Tudo isso faz com que a renda das famílias caia e o
receio de comprar se eleve. Esses fatores causam não só um resultado negativo
no Dia das Crianças, mas também foram responsáveis pelos números ruins nas
demais datas”. Ainda que o cenário econômico atual impacte negativamente nas
vendas do setor, presentes para as crianças não vão faltar. A maioria dos
consumidores brasileiros pretende comprar algo para seus filhos (57,2%),
sobrinhos (22,4%) e/ou netos (17,4%).

Para quem ainda não
escolheu o que comprar, a dica é correr para as lojas e pesquisar bastante, já
que os itens mais baratos vão sumir rápido das prateleiras. Cada consumidor
planeja adquirir, em média, dois presentes, gastando cerca de R$ 160. Não é
pouco, mas é um valor 43% inferior ao registrado no ano passado. Segundo um
levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), entre os que
pretendem economizar com o presente dos pequenos, 22,1% afirmam que o
endividamento é a principal razão da diminuição. Na divisão por segmentos, os
brinquedos continuam tendo a preferência absoluta na hora de escolher o presente.
Bonecas e bonecos serão os itens escolhidos por 34,7% dos entrevistados.