O deputado federal Jean Wyllys cuspiu em Jair Bolsonaro

18/04/2016 02h02
O deputado federal Jean
Wyllys (PSOL-RJ) disse que realmente cuspiu em direção a seu colega Jair
Bolsonaro (PSC-RJ) e disse que faria de novo. “Eu cuspiria na cara dele
quantas vezes eu quisesse”, declarou. O deputado disse que não teme ser
processado.
Wyllys disse ter sido
insultado por Bolsonaro. “Na hora que eu fui votar, esse canalha decidiu
me insultar na saída e tentar agarrar meu braço; ele ou alguém que estivesse
perto dele. Quando eu vi o insulto, eu devolvi com um cuspe na cara dele, que é
o que ele merece”, afirmou.
Bolsonaro disse que a
cusparada foi um fato gravíssimo, mas ele não decidiu se processará o
parlamentar.
“Eu vou ver o que eu
faço. Isso aí é gravíssimo. Uma cusparada não pode existir no parlamento. Não
gosto de processar ninguém, não. Tenho centenas de processos aí por homofobia.
Respeito os outros e tenho direito a ser respeitado nas minhas ideias,
palavras, votos e opiniões. Uma cusparada foge da normalidade”, declarou
Bolsonaro.
De acordo com ele, o
deputado federal Luiz Carlos Heinz (PP-RS) também foi atingido. “É o
desespero. Perderam, democraticamente perderam. Chegou uma parte [do cuspe],
30% em mim e o resto no Luiz Carlos Heinz.”
Bolsonaro afirmou que as
homenagens feitas por ele no discurso que fez ao votar pelo impeachment da
presidente Dilma Rousseff (PT) irritaram Wyllys. “O meu encaminhamento
[voto] ele não gostou obviamente porque eu peguei pesado. Perderam em 1964 e em
2016, parabéns ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que era o pavor de
Dilma Rousseff. Me encaminhei pelas Forças Armadas, pela democracia, em defesa
da família e das crianças nas escolas. Talvez seja isso, né? Ele queria aprovar
o kit gay aqui, perverter nossas crianças em sala de aula. Talvez seja isso que
tenha tornado ele um tanto quanto agressivo. Baixou o nível.”

Antes, Bolsonaro havia
dado declaração inflamada e polêmica ao aceitar o impeachment da presidente
Dilma (PT). Ele exaltou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do
DOI-Codi e acusado de comandar torturas durante a ditadura militar.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro