Coluna do Everaldo Paixão – Araripina de novo refém da bandidagem

12/05/2016 19h42

Por Everaldo Paixão | Leiana Integra>>>
As ondas de assaltos em
Araripina voltaram com mais intensidade e com uma frequência maior que o
habitual. Os bandidos estão se sentindo leves e soltos, com uma liberdade para
praticar crimes contras as suas vítimas sem se sentirem ameaçados e
incomodados. As ruas escuras, a falta de policiamento e a velha impunidade,
estão novamente transformando a nossa pacata cidade em um estado nervoso de
insegurança e medo, que têm provocado nas pessoas a recusa de sair de suas
casas. Estamos presos em nossos próprios lares e mesmo assim, os bandidos estão
melhorando as suas formas audaciosas de agir e vindo atacar os moradores agora
em suas residências.
Se antes se falava em
insegurança por conta da iluminação precária nas ruas da cidade, hoje, a falta
de efetivo e de veículos para deslocamento dos policiais para atender aos
pedidos da população, parecem apavorar ainda mais os araripinenses, pois, o
quadro que se apresenta não é de garantir ordem e nem conforto em meio a uma
violência que pode desencadear para algo mais trágico.
Ontem, 10, à noite, um
Salão de Beleza foi assaltado por indivíduos de alta periculosidade, na Rua 11
de Setembro e, segundo informações um deles estava armado e assaltou os
clientes que esperavam atendimento. Por enquanto só assaltam, mas corremos um
sério risco pela forma violenta como eles agem e atacam suas vítimas, de
ocorrer latrocínios.
Em entrevista em uma
emissora de Rádio no começo do ano, a delegada Katianna Muniz da 24ª Delegacia
Seccional de Polícia Civil – DESEC – de Araripina falou que é preciso uma
preocupação maior dos governantes com a segurança pública, principalmente em
deslocamento de efetivo que tem sido para ela na 24ª uma necessidade mais que
urgente. Segundo a delegada, são 05 delegados para atender 10 municípios, uma
delegacia de homicídios e a 24ª que administra todas as outras.
Duas mortes violentas
aconteceram em um período curto de tempo, uma aqui nas proximidades da Rua da
Canastra, e outra próxima a Avenida Perimetral, o que torna ainda mais perigoso
os trechos que vão desde as Ruas Tiradentes, Demóstenes Simeão, 11 de Setembro,
Canastra, Henrique Alves Batista e cercanias, que apresentam um volume de
moradores flutuantes e suspeitos, e contam com uma precariedade na iluminação
pública. Como o número de policiais é pequeno para atender uma cidade que está
em amplo crescimento, principalmente porque também houve aumento de vários
residenciais tanto populares como particulares, as rondas policiais eram para
acontecer de maneira frequente, mas presenciamos no momento a falta desse
material humano para socorrer à população, garantindo-lhe mais segurança.

Novamente nos sentimos
reféns da bandidagem.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro