Coluna da terça-feira “Ratos… entrem nos sapatos, dos cidadãos civilizados”

Por - 03/11/2015
Essa semana que passou foi
recheada de turbulência política em Araripina. Muita coisa aconteceu, como algo
assim, não tão previsto. Só hipoteticamente falando, se por acaso não tivesse
ocorrido a Operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria Geral da União
(CGU) em maio deste ano, batizada de Operação Paradise (ou Paraíso, como
queira) e mesmo Araripina passando por problemas estruturais e administrativos
que agora os antigos aliados e hoje adversários “independentes” intitulam de
descalabro e caos, teriam acontecidos os rompimentos? Tenho minhas dúvidas.
Agora Araripina está fatiada
em 04 (quatro) grupos políticos: o de Dr. Raimundo, fortalecido com o
ex-prefeito e ex-deputado Bringel (PSDB) e seu Filho o Vereador Bringel Filho (PSDB); o de Dr. Valmir Filho (PMDB) fortalecido com o Presidente da
Câmara – Luciano Capitão (PSB), Adeval Régis (PR), Doval da Saúde (PCdoB) e com
Camila Modesto (PTdoB). O grupo tem um olhar fixo no Palácio do Campo das
Princesas e tendo como ponte de elo o vice-governador Raul Henry (PMDB); o
Grupo do Prefeito, que tenta se equilibrar na corda bamba com o que sobrou de
apoio e sempre esperando que mais um “rato” abandone o barco; o Grupo do Dr.
Aluízio Coelho (PP), que atraiu o empresário José Torres e surge como uma via
entre os grandes grupos que se formaram com um olhar voltado para 2016.
Agora sim, as fotos que
emolduravam um cenário de harmonia também começou a sofrer mudanças essa
semana, numa união entre os novos vereadores da chamada “Oposição Independente”
(isso sempre me lembra de um vereador que deu um tiro no próprio pé ao
abandonar o barco, e depois voltou com o rabo entre as pernas) e os da chamada
quarteto da oposição. Agora é cada um para o seu lado (isso me faz também
pensar em estratégia engana tória), quer dizer: cinco para um lado, quatro
continuam como sempre estiveram, e isso tem dar um nó na cabeça da população
que se pergunta: “Quem é mesmo a oposição em Araripina”?
Mas eu penso que nesse
teatro organizado e nessa peça orquestrada para o que sempre acontece no futuro
com os nossos políticos (eles se atacam verbalmente com ofensas inclusive
pessoais, e depois estão de braços dados dizendo ao povo que são contratempos
da política), o povo é sempre o perdedor nessa história romântica.
E quais foram os temas que
mais geraram comentários essa semana? Ratos, desequilibrado, vaidoso,
prepotente, descalabro, caos, rompimento?
Em uma semana cheia de
notícias, foi desmontado um palanque que vivia prometendo boas novas para a
nossa amada Araripina, um choque de gestão que tinha como mote “Uma Araripina
de um Novo Tempo”, mas também o flerte entre os 09 (nove) vereadores começou a
propagar nas redes sociais, os velhos insultos que acabaram com o namoro fugaz
de harmonia e integração, regado a uísque e sorrisos.
Vamos continuar contando os
capítulos dessa história?

Everaldo Paixão | Opinião do
Paixão
PROGRAMA DO PMDB É A PONTE
PARA DERRUBAR DILMA
“A ‘Ponte para o
futuro’ que o PMDB lançou há poucos dias é o programa de governo para uma
grande coalizão de partidos. Mas não para o governo de Dilma Rousseff, ou para
um governo a ser eleito em 2018. É para o governo que, segundo os inspiradores
do documento, virá logo após o impeachment da presidente da República – ou após
sua renúncia – e será comandado por Michel Temer”; a avaliação é do
colunista do 247 Hélio Doyle; ele pontua que as propostas peemedebistas são de
fácil aceitação pelo PSDB, do senador Aécio Neves, pelo DEM, PPS, mas não são
assimiláveis pelo PT, pelo PCdoB, pelo PDT e pelo Psol; “E é isso mesmo
que os líderes do PMDB querem: o impeachment ou a renúncia de Dilma, a posse de
Temer e a formação de um grande pacto de governabilidade excluindo os partidos
de centro-esquerda e de esquerda. Essa conspiração vem sendo urdida e executada
há meses”, afirma
Morte de Osvaldo Coelho retrata a grande força política que ele tinha para o sertão e Vale do São Francisco
Faleceu na noite do domingo (1º), por volta das 19h30, o ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM), 84 anos,
de Petrolina, onde a família Coelho tem forte presença na história da política.
Ele teve uma parada cardíaca em sua casa no Recife, na Beira Rio da Ilha do
Retiro. Coelho foi deputado estadual por três vezes e federal por oito vezes.
Também foi secretário da Fazenda de Pernambuco, no governo do irmão Nilo
Coelho. Era pai do atual vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho (PSDB), e
tio do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB).
No último pleito que
disputou em 2006, Osvaldo recebeu a expressiva votação de 72.109 votos,
insuficientes, contudo, pelo sistema proporcional, para manter o seu
irretocável mandato na Câmara dos Deputados.
Num artigo, após a derrota,
escreveu: “Fiz todo o possível para que o sertão tivesse um sonho melhor e
consegui várias conquistas. Hoje, a região a qual represento é dotada de um
aeroporto internacional, uma Universidade Federal, um CEFET, e é conhecida
internacionalmente como a Capital da Irrigação.
De acordo com o IBGE, em
2004, dentre os 5.560 municípios do Brasil, Petrolina ocupa a 3º posição no PIB
agropecuário municipal, graças à fruticultura irrigada. Deixo implantado, em
funcionamento, o Projeto de Irrigação Maria Tereza. Deixo concluída a primeira
etapa do projeto de engenharia do Empreendimento Canal do Sertão de Pernambuco,
que irá viabilizar economicamente 17 municípios da Região Oeste do Estado e em
fase de conclusão de obras o Projeto de Irrigação Pontal.
Deixo Petrolina com a
responsabilidade de ser uma metrópole regional dotada de fonte de renda, de
infra-estrutura de transporte e de um importante centro educacional. Aos que
pretendem se enfileirar no mesmo caminho da minha luta, sugiro que insistam em reduzir
a maior taxa nacional de analfabetismo, triste realidade do semiárido
nordestino. Persistam na luta para obtenção de um crédito subsidiado,
compatível com as condições climáticas do semiárido.
A grande marca do
petrolinense, destacam os familiares, foi a Universidade Federal do Vale do São
Francisco (Univasf). “Foi a luta dele a vida inteira. Ele sempre disse que foi
o grande projeto da vida dele, levar a universidade para o Vale”, disse a
filha Ana Amélia.
Valmir Filho vai à rádio – Na última entrevista do prefeito Alexandre Arraes numa rádio da cidade, ele foi muito duro em suas palavras e perdeu o controle, Alexandre chamou o vice-prefeito e vereadores de “Ratos”, e ainda pontuou chamando Valmir de despreparado. 
Depois de ouvir o áudio da entrevista o vice-prefeito disse que vai responder a Alexandre, pois se sente no direito de falar quem são os ratos.