Coluna da quinta-feira

Por - 13/06/2013
        Os três cenários de Eduardo
Aliados do governador Eduardo Campos já admitem que não seja irreversível o seu projeto de disputar a Presidência da República. Cenário confortável para se lançar nessa corrida se daria com a agregação de mais apoios partidários, permitindo sair do isolamento no PSB.
Candidato exclusivo do PSB, Eduardo não teria dois minutos de propaganda no rádio e na televisão, restringindo, portanto, as condições de fazer uma campanha com um palanque eletrônico eficaz.
Se o governador não for além do PSB, ele não sai candidato a presidente, passando a avaliar a possibilidade de disputar o Senado, alternativa que não o empolga hoje.
Mas que pode se traduzir amanhã num voo em céu de brigadeiro, porque as chances de eleger o sucessor seriam maiores, especialmente pelo seu alinhamento à reeleição de Dilma.
O que jogaria, consequentemente, o PT no seu palanque sem nada em troca. O terceiro e último cenário que o governador avalia e que pessoas mais próximas já deixam vazar seria ficar no Governo até o último dia do seu mandato, não disputando nem o Palácio do Planalto nem o Senado.
Ao longo da campanha, Eduardo priorizaria, também, a eleição de governadores do PSB no resto do País, com o objetivo de viabilizar o crescimento do partido.
Aumentando a bancada do PSB na Câmara e no Senado e igualmente Estados governados pela legenda, Eduardo passaria a presidir um partido mais robusto, o que na prática não deixa de ser também um mandato, com chances de se projetar nacionalmente para o voo presidencial de 2018.
ESTRESSE ZERO – As pesquisas do Datafolha e da CNT, apontando queda na popularidade da presidente Dilma, não incomodaram os aliados da chefona e os caciques da aliança governista. Simplesmente porque as perdas de Dilma, no quesito intenção de voto para presidente, não se transferiram para os candidatos da oposição. Somados Aécio, Marina e Eduardo chegaram a 34% em dezembro, 32% em março e 36% agora.
Só em fevereiro – Faça chuva ou sol, o governador Eduardo Campos (PSB) só dar o start da sua sucessão em fevereiro do ano que vem. Diz que não vai se submeter a nenhum tipo de pressão da base e que não tem medo de cara feia.
Abrigando aliados – Ao escolher, ontem, o ex-prefeito do Cabo, Lula Cabral, para a Junta Comercial, o governador Eduardo Campos (PSB) deu mais uma demonstração de apreço pelo aliado. É o terceiro ex-prefeito a ocupar espaço no Governo. Recentemente foram nomeados Anchieta Patriota (Carnaíba) adjunto de Cidades e Rogério Leão (Belmonte) para diretor do Porto do Recife.
Novo comando – Numa eleição vapt-vupt, o desembargador Fernando Lemos foi escolhido, ontem, por unanimidade, presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Ele substitui Ricardo Paes Barreto e fica com a responsabilidade de comandar as eleições para presidente, governador, senador e deputado no Estado em outubro do ano que vem.
Mais empregos – O prefeito de Belo Jardim, João Mendonça (PSD), tem feito articulações fora do Estado para convencer empresários a investir no município. Na sua passagem, ontem, por Curitiba, bateu o martelo com o Grupo Usikraft, indústria do ramo de produção de peças para móveis sob medida. De imediato, gera mais de 100 empregos diretos.
CURTAS DO DIA ! 
FISCALIZAÇÃO– O polo de confecções de Toritama está em pé de guerra contra os fiscais da Fazenda, que promovem uma perseguição implacável aos micros empresários do setor, fechando até lavanderias. “A fiscalização é abusiva”, diz o vereador Severino Silva, o Birino, filiado ao PSB do governador.
CONSPIRAÇÃO– Na entrevista que deu, ontem, ao Frente a Frente, o jornalista Otávio Cabral, editor da revista Veja e autor do livro “A biografia de Dirceu”, admitiu que o ex-ministro da Casa Civil exercita a prática diletante de conspirar contra o governador Eduardo Campos quando este contraria interesses do PT.
Perguntar não ofende: Se Eduardo ficar até o fim do seu mandato, João Lyra sai deputado federal?
‘A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá’. (Provérbios 11:3)