Coluna da quarta-feira “PSDB abandona Eduardo Cunha e negocia com o governo a aprovação de medidas do ajuste fiscal”

Por - 11/11/2015
Quando se trata do PSDB, é
melhor conferirmos amanhã se procede de fato o que ele ensaiou ontem. Ao longo
do dia, ensaiou negociar com o governo a aprovação de algumas medidas do ajuste
fiscal.
De repente, o partido se deu
conta de sua afinidade com a maioria das medidas do ajuste remetido pelo
governo ao Congresso. Foi o próprio Aécio Neves, quando enfrentou Dilma na
eleição passada, que advertiu para a necessidade de ajustar a economia. E foi a
própria Dilma, que hoje patrocina o ajuste, que negou a necessidade de se ajustar
o que ela dizia que ia bem. À noite, a bancada de deputados federais do PSDB
decidiu por unanimidade assinar uma nota retirando seu apoio a Eduardo Cunha. A
nota deverá ser divulgada hoje. Assim que Eduardo viu-se acuado pela descoberta
de suas contas bancárias no exterior, o PSDB sugeriu que se afastasse do cargo
de presidente da Câmara.
Mas foi uma sugestão
envergonhada. Com a marca da hesitação que caracteriza o PSDB. Não era para
valer. O PSDB prometia a Eduardo maneirar para o lado dele caso ele aceitasse
abrir o processo para desalojar Dilma do poder. Eduardo cozinhou o PSDB até
aqui, bem como o PT. Ao dar-se conta afinal que estava sendo cozinhado, o PSDB
reagiu. Dá por perdida a chance do impeachment com Eduardo na presidência da
Câmara. Acha que ele se compôs com o governo.
Espera que Dilma se arrebente
mais adiante por conta própria ou pela ação da Justiça.
Dilma prepara-se para comer o
peru do Natal e beber o champanhe do fim do ano no Palácio da Alvorada.
A depender dos resultados de
2016, passará à História como a presidente da maior recessão econômica
enfrentada pelo país desde os anos 30 do século passado.
Terá feito por merecer.

Cartilha do PT diz que Lava
Jato difunde mentiras para eliminar partido
Na mais forte reação do PT às
denúncias de corrupção contra integrantes do partido, a direção nacional da
legenda vai distribuir a partir desta quarta-feira, 11, milhares de cópias de
uma cartilha na qual acusa a força-tarefa da Operação Lava Jato, o ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e setores da imprensa de agirem
deliberadamente, com base em “mentiras”, para “eliminar o
partido da vida política brasileira”.

Em 34 páginas, o documento
“Em defesa do PT, da verdade e da democracia” relaciona as conquistas
do partido nos 12 anos de poder, inclusive na área do combate à
corrupção”, e descreve o que chama de campanha para criminalizar o
partido, dirigentes e o seu maior expoente: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva
“Mentem sob a proteção da
toga, nos mais altos tribunais, afrontando a consciência jurídica da Nação em
rede nacional de TV. Mentem sob a impunidade parlamentar, disseminando o ódio
nas redes sociais. Mentem sob a proteção da autonomia funcional, forjando
procedimentos investigatórios sem base alguma, apenas para produzir manchetes.
Mentem sob a proteção do anonimato covarde, contrabandeando para a mídia dados
parciais e manipulados por meio de vazamentos criminosos”, diz o texto.
Conforme a cartilha,
“desde a campanha eleitoral de 2014 adversários escolheram as
investigações da Operação Lava Jato para insistir em criminalizar o
partido”.
                                               Quem pagará por isto?
Destruição provocada pelo rompimento de duas barrages com rejeitos de mineração no município de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais. Seis mortos até agora. E uma dezena de desaparecidos (Foto: Marcio Fernandes / Estadão
Prefeito no Recife –
Participando de marcha em protesto ao Governo do Estado
O que reivindica Alexandre?

Na manhã desta segunda-feira,
09, mais de 100 prefeitos de Pernambuco promoveram um protesto em Recife, como
forma de alertar para as dificuldades que o mesmo vem sofrendo, sobretudo com a
diminuição drástica dos repasses compulsórios do Governo Federal, em especial
do FPM – Fundo de Participação dos Municípios.
O prefeito de Araripina,
Alexandre Arraes (PSB), também participou do protesto e externou a preocupação
com a escassez dos recursos e a queda brusca nos repasses do FPM. De acordo com
ele, os municípios ficam impossibilitados de desenvolverem ações e políticas públicas
de qualidade para a população. (Foto: Prefeitura de Afogados da Ingazeira)
Quer dizer então que os municípios
estão impossibilitados de desenvolver ações e políticas públicas de qualidade
para a população?
O interessante quando o dinheiro
é repassado aos municípios esse dinheiro não chega aos verdadeiros donos;
exemplo disso, é o salários do motoristas de ônibus atrasados, salários de contratados,
obras do governo federal atrasadas a mais de um ano e meio. É ou não é estranho
isso?
Alexandre está pegando carona,
sabemos que a crise existe, mas muitos municípios se precaveram antes, deixando
suas contas regularizadas e cumprindo com os compromissos, fator esse que não
aconteceu em Araripina e não está tão perto de acontecer.
Não podemos esquecer também da
Operação Paradise, essa que já está
deixando o povo impaciente, pois apesar dos inquéritos já terem sidos concluídos
e enviados ao Ministério Público Federal ainda não foi divulgado nada a
imprensa sobre essa operação, enquanto isso o prefeito e muitos gozam da cara
do povo, ostentando como se nada devessem ao povo.
Então fica a pergunta:
O que de fato protesta
Alexandre Arraes?
Será que está faltando
dinheiro na prefeitura ou no bolso do prefeito?
Por Damião Sousa | Araripina em Foco