Colegas de Moro defendem independência do ministro Teori

24/03/2016 22h59
Estadão Conteúdo – Os
colegas do juiz federal Sérgio Moro saíram em defesa nesta quinta-feira, 24, do
ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota pública, a
Associação dos Juízes Federais destaca que “da mesma forma que defende a independência
de Moro também se posiciona pela defesa da independência do ministro Teori
Zavascki”.
A entidade repudiou as
“ameaças e intimidações” que o ministro vem sofrendo desde que tirou das mãos
do juiz da Lava Jato a investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
“Uma Justiça sem temor é
direito de todo cidadão brasileiro e a essência do Estado Democrático de
Direito”, assinala a nota, subscrita pelo juiz federal Antônio César Bochenek,
presidente da Associação dos Juízes Federais.
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Na terça-feira, 22, Teori
determinou a Sérgio Moro que remetesse a ele os autos da investigação que cita
Lula – alvo da Operação Aletheia, desdobramento da Lava Jato.
Essa investigação mira o
sítio Santa Bárbara, localizado no município de Atibaia (SP), que seria do
ex-presidente, o que é negado veementemente por sua defesa. Também estão sob
investigação o Instituto Lula e a LILS Palestras e Eventos, de Lula.
A decisão de Teori
provocou imediata reação nas redes sociais e de grupos que se opõem à medida. Desde
o início da Lava Jato, a entidade dos magistrados federais vem se empenhando na
defesa da independência do juiz Moro, sempre que ele é hostilizado por
investigados, políticos e defensores. Agora, a Associação sai em defesa da
independência de Teori.
“A propósito dos ataques e
críticas feitas ao ministro do Teori Zavascki em razão da decisão proferida na
Medida Cautelar da Reclamação número 23.457, a Ajufe reafirma que a construção
de uma sociedade livre, justa e solidária exige um Poder Judiciário forte e
independente”, diz a nota pública dos juízes federais.

“Isso somente será
possível se for assegurada aos juízes a liberdade para decidir conforme seus
entendimentos, devidamente motivados no ordenamento jurídico”, finaliza o
texto.

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Allyne Ribeiro