Cachoeira, Cavendish e Assad viram réus na Operação Saqueador

01/07/2016 20h22
Alvos da Operação
Saqueador, deflagrada ontem pela Polícia Federal, o empresário Fernando
Cavendish, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o lobista Adir Assad viraram réus e
serão julgados sob as acusações de formação de quadrilha e lavagem de 370
milhões de reais desviados de contratos da empreiteira Delta com o poder
público. Além de Cavendish, Cachoeira e Assad, o juiz federal Marcelo Bretas,
da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, aceitou as denúncias contra
outros 20 acusados de participação no esquema de corrupção.
Ao contrário de outros
quatro denunciados que tinham mandados de prisão preventiva, no entanto,
Fernando Cavendish não foi preso ontem. Os agentes da Polícia Federal buscaram
pelo empresário em sua casa, no Leblon, Zona Sul do Rio, para cumprir o mandado
de prisão preventiva, mas não o encontraram. Cavendish está no exterior.
Segundo os investigadores
da Saqueador, os desvios milionários, identificados na denúncia do MP como
“crimes antecedentes” ao de lavagem de dinheiro, se deram em quatro
contratos da Delta, que pertencia a Fernando Cavendish: dois contratos firmados
com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em 2010, o
contrato para construção do complexo aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, em
2006, e em um contrato para despoluição de praias no município de Iguaba Grande
(RJ), em 1999.

Uma perícia na
contabilidade da construtora mostra que 96% do seu faturamento entre 2007 e
2012, o equivalente a 11 bilhões de reais, eram oriundos de obras públicas,
inclusive do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Leandro Mitidieri, o
procurador responsável pela denúncia do MPF, classificou ontem como
“sofisticado” o esquema de lavagem de dinheiro, que envolvia 18
empresas de fachada para destinar dinheiro a políticos a agentes públicos, e,
de acordo com Mitidieri, era “capitaneado” por Carlinhos Cachoeira. Leia mais>>>

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro