Bahia tem melhor nota do Nordeste e terceira do país em ranking do Tesouro Nacional

25/06/2016 15h54
A Bahia tem a melhor nota do
Nordeste e a terceira melhor do país no que diz respeito à capacidade de
pagamento de dívidas e outros compromissos, de acordo com avaliações técnicas
do Tesouro Nacional, divulgadas na edição desta sexta-feira (24) do jornal
Folha de S. Paulo. Com o conceito B, a Bahia ficou abaixo apenas de Pará (A-) e
Tocantins (B+).
O ranking traz os maiores
estados do país nas últimas posições. O Rio de Janeiro, que decretou calamidade
pública em função da crise nas finanças estaduais, é o pior colocado, com nota
D, ao lado de Alagoas. Minas Gerais e Rio Grande do Sul, junto com Goiás,
ficaram com D+, a segunda pior nota. Este grupo é considerado, de acordo com a
Folha de S. Paulo, em situação de desequilíbrio fiscal. São Paulo fica logo
depois entre os de pior desempenho, com nota C-.
O Sul do país apresenta os
piores desempenhos por região, tendo como maior nota a do Paraná: C+. As notas
são calculadas, ainda segundo a Folha, quando os estados pedem o aval do
governo federal para obter empréstimos e financiamentos. Quando a nota é C ou
D, há mais restrições aos pleitos.
Gestão das finanças
Além da Bahia, outros seis
estados tiveram nota B: Amazonas, Rondonia, Roraima, Amapá, Federal e Espírito
Santo. De acordo com o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório, a boa
posição da Bahia no ranking reflete a gestão de finanças nos últimos anos,
caracterizada por recuperação da capacidade do fisco e controle dos gastos,
conforme foi determinado pelo governador Rui Costa. “Mesmo com a queda nas transferências
federais e as dificuldades produzidas pela crise, que trouxeram queda real na
receita no primeiro quadrimestre deste ano, temos mantido nossos compromissos
em dia, a operacionalidade da máquina e a capacidade de investimento”, afirma.

O secretário destaca, ainda,
que o ranking do Tesouro evidencia o confortável perfil de endividamento da
Bahia. Hoje, a dívida corrente líquida do Estado equivale a 54% da receita
corrente líquida, enquanto alguns dos grandes estados já estão próximos ou
acima do limite máximo de 200%, estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O perfil favorável da dívida justifica o principal pleito da Bahia junto ao
governo federal: o aval para novas operações de crédito, fundamentais para a
continuidade dos investimentos em infraestrutura mantidos pelo Estado na
capital e no interior. (Com informações da Secom-BA) 

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Allyne Ribeiro