terça-feira, outubro 19, 2021
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Avião de Eduardo Campos leva PF a caixa 2 de empreiteiras

Do Estadão 
A Polícia Federal deflagrou
nesta terça-feira, 20, a Operação Turbulência contra um grupo especializado em
lavagem de dinheiro, em Pernambuco e Goiás, que teria movimentado mais de R$
600 milhões desde 2010. Foram presos os empresários Apolo Santana e João Carlos
Lyra.
A investigação começou,
segundo a PF, a partir da análise de movimentações financeiras suspeitas
detectadas nas contas de algumas empresas envolvidas na aquisição da aeronave
Cessna Citation PR-AFA. Esse avião transportava o ex-governador de Pernambuco e
então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos pelo PSB, em seu
acidente fatal. O avião se acidentou em Santos, em agosto de 2014.
Apolo Santana e João
Carlos Lyra são empresários em Pernambuco e compraram o jato Cessna.
A PF constatou que essas
empresas eram de fachada, constituídas em nome de “laranjas”, e que realizavam
diversas transações entre si e com outras empresas fantasmas, inclusive com
algumas empresas investigadas na Operação Lava Jato.
Há suspeita de que parte
dos recursos que transitaram nas contas examinadas servia para pagamento de
propina a políticos e formação de “caixa dois” de empreiteiras. Segundo a PF, o
esquema sob apuração encontrava-se ativo, no mínimo, desde o ano de 2010.
Cerca de 200 policiais
federais dão cumprimento a 60 mandados judiciais, sendo 33 de busca e
apreensão, 22 de condução coercitiva e cinco de prisão preventiva. Também estão
sendo cumpridos mandados de indisponibilidade de contas e sequestro de
embarcações, aeronaves e helicópteros dos principais membros da organização
criminosa. Há três mandados de buscas e dois de conduções coercitivas em Goiás.
Os mandados judiciais
estão sendo cumpridos no Aeroporto de Guararapes – PE-, nas cidades
pernambucanas do Recife, de Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo
Antão, Moreno e Lagoa de Itaenga e nas cidades goianas de Goiânia e Aparecida
de Goiânia.

Os presos e os conduzidos
coercitivamente serão levados para a sede da Polícia Federal no Recife. Os
envolvidos responderão, na medida de seu grau de participação no esquema
criminoso, nos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade
ideológica.
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