Arthur Lira nega risco de apagão, mas fala em racionamento parecido com o de 2001

Por - 16/06/2021
ARTHUR LIRA ARARIPINA EM FOCO

O presidente da Câmara dos Deputados , Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira que se reuniu com o ministro de Minas e Energia , Bento Albuquerque , para ouvir as ações que estão sendo adotadas para resolver uma crise energética causada pela falta de chuvas. Lira disse que as medidas adotadas serão “mais ou menos parecidas” com as de 2001.

Em 2001, o governo Fernando Henrique Cardoso precisou adotar medidas de racionamento de energia, com corte obrigatório do consumo e multa para quem não atingisse as metas estabelecidas. Agora, o governo Jair Bolsonaro prepara medida provisória (MP) no mesmo sentido.

“Não se falou em apagão. [Falou-se em] racionamento, uma economia. Infelizmente a racionamento, uma economia. Infelizmente a gente não manda na chuva. E, quando teve a oportunidade de fazer o gás lá atrás, fez errado, tem que consertar”, disse Lira.

Durante a tramitação da Lei do Gás, parte das empresas e parlamentares defendiam a construção de gasodutos e usinas térmicas no interior do país, mas o governo foi contra e a proposta foi rejeitada. A proposta foi posteriormente incluída na MP de privatização da Eletrobras pela Câmara e está sob análise do Senado Federal.

Lira disse que pode haver aumento do preço da energia por causa das usinas térmicas movidas a combustível, mas que, se “houver conscientização dos setores em deixar de consumir em hora de pico”, essa medida ajudará a reduzir o impacto da crise energetica.

“O problema agora é de gerenciamento, não é de lei. Gerenciamento de reservatórios, de outras escolhas [energéticas], de economia [de energia], de educação. Essas coisas você tem que conversar claramente, porque é melhor você ter um dano controlado do que um dano incontrolável, desorganizado”, afirmou.

CONTEÚDO: VALOR ECONÔMICO