Armando: O Brasil vive uma transição, mas vamos inaugurar um novo ciclo de crescimento

Por - 01/08/2015
Florianópolis – Em encontro
com empresários na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
(FIESC), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC),
Armando Monteiro, enviou uma mensagem de confiança: “O Brasil vive uma
transição, mas vamos inaugurar um novo ciclo de crescimento”.
O ministro ressaltou que a
economia brasileira passa por dificuldades, em um momento de transição e
ajustes, mas que o setor produtivo não pode se pautar pelo pessimismo: “Esse
pessimismo disseminado na sociedade preocupa, pois não encontra correspondência
na realidade. A história do Brasil é marcada por superação de dificuldades, os
pessimistas estão sempre fadados a perder”.
Monteiro lembrou que Santa
Catarina tem um parque industrial desenvolvido e uma corrente de comércio
forte, que pode ser um diferencial: “Aqui se forjou uma indústria
vigorosa, e crescer pela indústria é sempre melhor, a indústria tem uma grande
capacidade de forjar um modelo de desenvolvimento mais virtuoso”.
Plano Nacional de
Exportações
O ministro afirmou ainda que
as exportações são o caminho para a retomada do crescimento econômico.  “A retomada mais robusta do crescimento
econômico não pode prescindir do canal externo. As exportações ao lado dos
investimentos e do aumento da produtividade são os três canais de retomada do
crescimento econômico”, disse o ministro.
Aos empresários, Monteiro
lembrou que há cerca de um mês foi lançado o Plano Nacional de Exportações, com
o propósito de conferir um novo status ao comércio exterior para o Brasil.
“Defendemos uma inserção qualificada nas cadeias globais de valor, levando em
consideração a estratégia de crescimento do país e o perfil da nossa estrutura
produtiva”.
Segundo o ministro, “esse
reposicionamento não implica desprestigiar parceiros com os quais o Brasil já
tem intenso relacionamento comercial, mas ampliar o foco das ações com vistas a
obter melhores resultados”. Monteiro afirmou ainda ser “equivocada a
compreensão de que existe uma contradição entre atuar, simultaneamente, nas
frentes bilateral, regional e multilateral. Essas vias não são excludentes. Na verdade,
podem e devem ser complementares”.

Monteiro destacou uma série
de ações do Plano Nacional de Exportações que já estão em andamento, como a
redução de barreiras não tarifárias às exportações brasileiras, o avanços nas
relações com os Estados Unidos e a implantação de uma janela única de comércio
exterior, que diminuirá o tempo gasto nas operações de exportação de 13 para 8
dias, e, nas de importação, de 17 para 10 dias.
Assessoria de comunicação Armando Monteiro