Armando destaca benefícios de acordo com Colômbia para Jeep de Goiana

13/10/2015 20h15
O ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, destacou
nesta terça-feira (13) os benefícios que o acordo firmado no último final de
semana com a Colômbia trará para a indústria de automóveis do Brasil, em
especial para o polo automotivo de Goiana. A parceria comercial selada com a
Colômbia prevê a exportação de até 50 mil automóveis brasileiros por ano.
A partir do ano que vem,
haverá uma cota de automóveis que poderá ser exportada com tarifa zero.
Inicialmente, essa cota será de 12 mil veículos, subindo para 25 em 2017 e 50
mil a partir de 2018. “Com este acordo o Brasil volta a ter um espaço no
mercado colombiano que pode alcançar já no terceiro ano algo equivalente a 50
mil unidades. Isto representa cinco vezes mais do que o Brasil está vendendo
hoje”, afirma Armando.
De acordo com o ministro, o
acordo terá repercussão direta na produção da Jeep instalada no município de
Goiana, Mata Norte de Pernambuco, e de toda a sua cadeia de fornecedores,
mantendo e até ampliando os empregos na região.
“O acordo é muito importante
para algumas unidades e algumas plantas automotivas que foram instaladas mais
recentemente, como a da FIAT em Goiana, que entrou num momento em que o mercado
doméstico experimenta uma retração. A FIAT de Goiana tem amplas condições de
poder beneficiar-se de forma direta deste acordo, vendendo para a Colômbia uma
parcela expressiva de sua produção e, o que é mais importante, garantindo a
manutenção de empregos de todo este parque fabril, considerando a montadora e
todo o polo de fornecedores”, destaca.
Terceiro maior mercado da
América do Sul, a Colômbia possui hoje uma demanda por automóveis da ordem de
300 mil a 300 mil veículos. Com a indústria automotiva em desenvolvimento, a
capacidade de produção do país chega a apenas 120 mil unidades, o que significa
dizer que há um grande espaço para a compra de automóveis de outros países por
parte do mercado consumidor colombiano. O prazo de vigência do Acordo é de 8
anos, podendo ser prorrogado após o seu término.

Crédito: MDIC/Divulgação

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Allyne Ribeiro