Araripina: Quem nunca dançou em uma seresta?

Olá queridos leitores, vocês que estão em casa curtindo o confinamento, já pensaram no quanto as coisas estão mudadas? Costumes e tradições ficaram para trás, essa é a conclusão que tenho nos dias atuais. Dizem que as boas lembranças sempre estão na nossa memória.

Hoje me veio a lembrança daqueles tempos em que pessoas se arrumavam para ir dançar nas noites das serestas. Quem nunca tomou 51 com limão em frente ao caminhão que servia de palco para os artistas locais?

Nas frias noites de Araripina, ali no meio do calçamento se colocava as mesas e cadeiras para quando pesar as pernas de dançar ter onde sentar, para descansar e descer mais uma geladinha na goela.

Era um tempo em que ninguém ficava em aplicativos de redes sociais, a moda era pedir para conhecer a outra pessoa. Não era assédio e sim um costume comum para a época, mas nos dias de hoje pode dar cadeia.

O legal das serestas era a mistura de ritmos com cantorias de violeiros e aquele brega rasgado. A sociedade era eclética onde se reunia todas as classes sociais. Homens, mulheres e crianças no embalo do som.

Mas com o passar dos tempos este costume popular foi deixado para trás, e há quem diga que a mesma tentou resistir através dos comícios políticos, onde após a apresentação e discursos dos candidatos sempre tinha aquele forró. Porém, foi proibido pela Justiça Eleitoral e acabou fincando na história.

Fabrício Feitosa / AF Newss / Redação / Imagem/ Reprodução