Após 3 meses da morte de Beatriz, protesto pede elucidação do caso

11/03/2016 15h57
Após três meses da morte
de Beatriz Mota, assassinada com 42 facadas, durante a aula da saudade das
turmas do terceiro ano do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Petrolina, no
Sertão de Pernambuco, ainda não foi identificado o autor do crime. Para cobrar
a elucidação do caso, que está sob investigação da Policia Civil, uma
manifestação foi realizada na quinta-feira (10) na Praça Maria Auxiliadora,
no centro da cidade.
Além dos pais da menina,
Sandro Romilton Ferreira e Lúcia Mota, amigos e a população, o manifesto contou
com a participação, pela primeira vez, de uma representante oficial da Colégio
Nossa Senhora Auxiliadora que leu uma carta em nome da direção da instituição
de ensino. “Pedimos a punição do culpado. O colégio teve a iniciativa do Disque
Denúncia que hoje está com valor aumentado para R$ 10 mil. Todas as
solicitações da polícia estão sendo atendidas de imediato e nenhum momento
houve barreira de entrada no colégio para as investigações. Já fizemos contato
com o Ministério Público no sentido de elucidar o caso. O colégio está muito
empenhado em colaborar que o caso seja elucidado o mais rápido possível”.
A manifestação teve um
teor de cobrança. “A gente precisa de uma resposta. A polícia os responsáveis
nos devem satisfações, queremos saber quem está ajudando, quem está
contribuindo com o caso, quais são as dificuldades e o que está acontecendo que
está demorando tanto. Nós estamos aumentando o nível de cobrança. A escola está
participando e acho que com a colaboração da escola tudo vai dar certo”, relata
o pai Sandro, que é professor e lecionava na escola da filha, em aconteceu o
crime.
O pai questionou a
colaboração do governo do estado de Pernambuco para desvendar o crime brutal da
filha de 7 anos. “Estamos correndo atrás das pessoas e das instituições.
Queremos saber o porquê do governador de Pernambuco, Paulo câmara, ainda não se
pronunciou. Nós já conversamos com todas as autoridades, menos com eles. Não
sabemos porque eles fogem. A injustiça já foi feita com nossa família e não
queremos que outra injustiça seja feita com outras famílias”, ressalta.
Emocionada, Lúcia Mota
tenta explicar a dor da perda ao longo desses três meses de ausência da filha.
“É difícil, não tem como explicar essa dor. Eu acredito na justiça e isso será
revelado. Nossa vida parou no dia 10 de dezembro de 2015 e de lá para cá só
Deus tem nos sustentado”, argumenta.
Entenda
o Caso:

A menina Beatriz Agélica
Mota foi morta no dia 10 de dezembro de 2015 com cerca de 42 facadas durante a
aula da saudade das turmas do terceiro ano do Colégio Nossa Senhora
Auxiliadora.  A criança saiu de perto da
mãe para beber água e não retornou. O corpo foi encontrado minutos depois, em
uma sala de material esportivo que estava desativada. Até o momento nenhum
suspeito foi preso. (G1.Foto/divulgação)

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro