ALEPE: deputados ‘novatos’ mostraram serviço em 2015

11/01/2016 15h29
Socorro Pimentel (PSL) –
Representante do Sertão do Araripe buscando mostrar serviços. Foto: Internet
Por Everaldo Paixão 
Na Casa, 30% dos 49
deputados estão em primeiro mandato. Lista incluem governistas e oposicionistas
Na Assembleia Legislativa
(Alepe), onde 30% dos deputados estão no seu primeiro mandato na Casa, os
recém-chegados se destacaram na presidência de comissões, liderando frentes
parlamentares ou fiscalizando de perto o Executivo. Juntos, os novatos do
Legislativo estadual apresentaram 124 projetos de Lei em 2015, sobre temas que
vão desde a produção de queijo artesanal até o número mínimo de policiais
militares para atuar em rondas e patrulhas.
Na ala governista, o
deputado Miguel Coelho (PSB) presidiu as comissões de Agricultura e de
Acompanhamento das Obras do PAC. Junto com o deputado Rodrigo Novaes (PSD), ele
percorreu outros estados defendendo uma coordenação entre as Assembleias do
Nordeste. Em 2016, o socialista quer mudar a Constituição do Estado para
permitir aos deputados apresentar projetos que gerem despesa para o Executivo.
Escolhido para vice-líder
do Governo, Lucas Ramos (PSB), filho do conselheiro do Tribunal de Contas
Ranilson Ramos, atuou nas articulações para aprovação das pautas do governador
Paulo Câmara (PSB) na Casa, como o ajuste fiscal do Estado. Ele também voltou o
mandato para o apoio aos deficientes, aprovando uma lei que obriga o cardápio
em braile e com fonte ampliada nos bares e restaurantes de Pernambuco.
Por sua conta, a oposição
não ficou atrás nos reforços. Primeiro parlamentar do PSOL eleito em Pernambuco,
Edilson Silva chegou a mover uma ação contra o Governo no Estado após o corte
dos professores grevistas.
Vinda da Câmara do Recife,
Priscila Krause (DEM) tem prezado pela posição de independente, fiscalizando de
perto gastos do governo e cobrando explicações na tribuna do Legislativo.
Também independente, Joel
da Harpa (PROS) não teve medo de criticar o Estado para defender policiais e
agentes de segurança pública, seu eleitorado. Evangélico, porém, ele também
chamou atenção pelas polêmicas, ao dizer que “bandido que troca bala com a
polícia merece morrer” e trazer o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) para
uma audiência pública. “Tenho as minhas convicções. São posicionamentos que
desagradam a uns, mas que agradam uma maioria, principalmente daqueles que eu
represento”, diz.
Casadas com políticos,
Simone Santana (PSB) e Socorro Pimentel (PSL) buscaram mostrar serviço para
romper com o estigma de continuidade familiar. Médica, Socorro fiscalizou de
perto a situação da saúde do Estado e encerrou o ano como presidente de uma comissão
que acompanhará as ações de enfrentamento ao aedes aegypti e à microcefalia.
Já Simone, que preside a
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher levou para a Casa uma série de
debates sobre violência doméstica e igualdade de gênero. Em 2016, ela espera
tirar o papel o projeto Mulheres na Tribuna, em que a Alepe oferecerá cursos de
formação política para mulheres de diversos partidos.

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Allyne Ribeiro