Perícia aponta envolvimento de ao menos 5 pessoas na morte de Beatriz

30/03/2016 14h13
Peritos afirmam que a menina não foi morta no local
onde foi encontrada.

Do G1
A perícia que investiga a morte de Beatriz Angélica
Mota aponta que ao menos cinco pessoas estão envolvidas no crime. Segundo a
Polícia Civil, que na terça-feira (29) apresentou novas informações sobre o
caso, o assassinato da menina de 7 anos foi premeditado, e os suspeitos
conheciam a escola onde ela estudava.
No dia do crime, Beatriz estava acompanhada do pai e
professor da instituição, Sandro Romilton; da mãe, Lúcia Mota, e da irmã mais
velha, que estava entre os formandos. O corpo foi encontrado cerca de 40
minutos depois que a criança saiu de perto da mãe para beber água e não voltou
mais.
Desde o dia do crime, as informações colhidas pela
polícia estavam sob sigilo para não atrapalhar o andamento das investigações.
Suspeitos

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marceone
Ferreira, e o perito criminal Gilmário Lima, quatro homens e uma mulher foram
identificados e podem estar envolvidos na morte de Beatriz.
Um dos homens aparece nas imagens da cobertura oficial
do evento, visivelmente nervoso, perto do horário do crime. Outro negou ter
estado dentro da quadra, mas imagens da festa mostram o contrário. O terceiro suspeito pediu para não trabalhar dentro da
quadra no dia da formatura e disse à polícia que não esteve em momento algum no
local, mas testemunhas o viram na festa.
O quinto suspeito, um vigilante, foi visto entrando em
uma sala vazia, onde ficou cerca de 1h40, quando deveria estar em outro setor.
“Esse personagem ficou dentro dessa sala e só saiu quando o crime certamente já
havia acontecido. Ele teve uma atitude realmente inexplicável. Ele tinha
inclusive a função de vigilância da escola e estava na verdade dentro de uma
sala, no momento que o crime aconteceu”, disse Marceone.
A polícia ainda suspeita de uma mulher que aparece nas
imagens seguindo em direção à área onde o corpo foi achado. De acordo com o
delegado, todos os suspeitos mentiram ou caíram em contradição nos depoimentos.
Sobre a identidade dos cinco, Marceone disse que não
pode adiantar informações, mas enfatizou que os envolvidos conheciam o colégio. “São personagens que preferimos não identificar
inicialmente. Mas, são pessoas de dentro da escola. Gostaria de fazer uma
ressalva de que uma coisa é um funcionário eventualmente ter participado, ou
sabia ou está com medo de falar o que sabe, uma coisa é o funcionário ter envolvimento com a situação outra coisa é a escola. Mas, esses personagens são
pessoas que trabalham na escola”, esclareceu o delegado.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro