Ação de envenenamento de árvores na praça do hospital de Araripina é denunciada à Patrulha Ambiental Itinerante

15/07/2016 15h07
Denúncias de um possível
envenenamento de algarobas (Prosopis juliflora) e Sibipiruna (Caesalpinia
Peltophoroides) na praça do hospital de Araripina – PE foram feitas por
populares a membros da Patrulha Ambiental Itinerante e na Secretaria de Meio
Ambiente, por frequentadores e moto-taxistas da citada praça.
.
Um agrônomo de
fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e
Desenvolvimento de Araripina – PE, (Gerson Batista) juntamente com o Agente
Ambiental e membro da Patrulha Ambiental Itinerante (Marquel Jacob) foram até o
local indicado e coletaram amostras de solo que foram enviadas a um laboratório
na capital, Recife – PE, onde está sendo elaborado um relatório sobre a
substância utilizada para o crime ambiental, (Lei 9.605/98), que chocou os
moradores da cidade e moto-taxistas que tem seu ponto de apoio naquele local e
que passam a maior parte do dia aguardando chamadas e tendo que conviver com o
insuportável mal cheiro do produto tóxico lançado nas árvores o que levou à
morte das espécies!

As árvores secaram de
repente, mostrando indícios de que o agressor teve êxito em sua maléfica
intenção.  Após a chegada do laudo a
Secretaria do Meio Ambiente do Município ou a Patrulha Ambiental Itinerante
tomarão as medidas necessárias para que fatos como esses não mais ocorram em
nossa cidade, como o registro de Boletim de Ocorrência ou mesmo acionar o
Ministério Público para que tomem as medidas cabíveis.
A população e os moto-taxistas
que trabalham nas proximidades querem saber o que aconteceu. “É revoltante, extremamente
revoltante, uma cidade com reduzido número de árvores, e as poucas que tem,
aparece um elemento e faz isso! Fizemos a denúncia para que não fique impune.
Nós queremos justiça”, afirmou um moto-taxista aos Agentes.
No caso das algarobas, mesmo
sendo uma espécie exótica, é notório que ali foi praticado um crime ambiental
quando foi adicionado o produto tóxico, o processo de envenenamento aconteceu
da mesma forma que a sibipiruna, porém com agravante, por esta ser uma espécie
nativa do Brasil.
Segundo a legislação
ambiental (Lei 9.605/98) a pena para quem comete esse tipo de crime pode ser de
seis meses a um ano de prisão e multa que pode chegar a 4 (quatro) mil reais
mas, também, pode ser revertida em prestação de serviços.
O agrônomo Gerson Batista
e o Agente Ambiental Marquel Jacob concluíram que “Ações egoístas como essas
não podem ficar impunes. O dano já está feito, porque não há como fazer o
replantio no mesmo local, uma vez que, dependendo do produto utilizado, levará
décadas para o solo tornar-se propício para o plantio de novas mudas. Enquanto
isso, a comunidade e a cidade ficarão no prejuízo pela falta de sombra e embelezamento
daquela praça.”
“O homem destrói a
natureza na justificativa de sobreviver, a natureza luta para sobreviver, para
garantir a sobrevivência do homem.”

(Fonte – Patrulha
Ambiental Itinerante l Foto: Divulgação)

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro