2016: UM ANO PARA FICAR NA HISTÓRIA DE NOSSA EDUCAÇÃO

Por - 25/05/2016
Foto | Everaldo Paixão

Por Everaldo Paixão 

As mães, os alunos,
os professores, continuam afirmando que o ano de 2016 foi danoso para nossa
educação municipal, por conta de incompetência gerencial

Se educação nunca foi
prioridade para a gestão socialista em Araripina, sertão de Pernambuco, assim
como saúde, assistência social, infraestrutura, enfim, para os professores que
voltaram a protestar em frente ao prédio da prefeitura na terça-feira (10),
exigindo o cumprimento do calendário de pagamento acordado entre o poder executivo
e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais – SIMA, nada na gestão do
prefeito Alexandre Arraes funciona. Para sorte dele, relatou um deles, os
outros órgãos fiscalizadores também estão concorrendo com a administração.
Fomos buscar relatos de mães,
professores, alunos, e descobrimos que é estarrecedor e danoso para os nossos
jovens a postura do governo municipal em Araripina, já que não tem priorizado e
destravados os gargalos que tornaram frequentes para o ensino no Município.
A falta constante do
transporte escolar em diversas localidades tem deixado muitos alunos sem
assistir aula e com o ano letivo comprometido. A Gerência Regional de Educação
GRE , que tem como gestora Maria Itamar Ramos, garante que o Estado tem dado a
contrapartida que é de sua obrigação, mas não tem se alertado para os números
de defasagem que podem comprometer a Regional nos resultados finais.
Um depoimento de um
professor que demonstra indignação com o governo Arraes, diz que todos os dias
a merenda tem chegado à Unidade Escolar que ela leciona, o que faltam são, as
merendeiras, os zeladores, vigias, porque esses estão com o seus pagamentos
atrasados e os próprios educadores com os alunos se revezam para fazer a
limpeza da escola.  Eles também terminam
o horário antes do expediente usual, para que os alunos possam ir para suas casas se
alimentarem. – Onde estão às autoridades deste município, que não veem esses
abusos com os nossos jovens estudantes e tantos absurdos sendo praticados
cotidianamente, lamentou uma delas.
Mãe de aluna na Serra da
Torre, no Município, desabafa que ainda não teve aula esse ano.
Síto Ventania não é
diferente, quando não tem professor é o transporte que conduz os alunos que não
aparece.
Na Serra do Cavaco apenas
uma professora efetiva tem se desdobrado para lecionar no segundo e terceiro
ano, enquanto os alunos do primeiro, quarto e quinto ano, estão sem aulas por
falta do professor, avisou a nossa redação pelo whatsapp uma mãe constrangida e
emocionada.
O retrato da educação
municipal é lastimável. Além da falta de condução para transportar os alunos,
os condutores não recebem os seus pagamentos; várias escolas que deveriam
servir as comunidades estão paralisadas por falta de competência do governo
municipal; professores contratados estão com seus salários atrasados;
professores efetivos são obrigados a protestar para receber os pagamentos;
aposentados da Secretaria de Educação penam para receber os seus proventos; as
escolas municipais estão muitas delas em estado de depredação e, quando tem
merenda, não tem merendeira, quando tem merendeira, não tem merenda.
Aí nos perguntamos: que
governo tem sido este de Araripina, incapaz de garantir os direitos mais
básicos para os nossos jovens, o futuro desta nação?
Para sua bancada reduzida
na Câmara de Vereadores, que conta apenas com o líder Francisco Edvaldo, João
Dias, Divona, Tico de Roberto (este com ultimato), Tião do Gesso, o
pré-candidato do grupo, Araripina nunca se desenvolveu como agora.
Como educação é a mola
propulsora para também desenvolver o Município, os passos que tem dado em
Araripina, são lentos, atrasados e comprometedores, porque o prefeito não está
investindo no seu bem mais precioso: O JOVEM ESTUDANTE. As escolas que chegaram
ao município com estruturas de primeiro mundo, além das quadras e creches, que
eram para atender as comunidades escolares, não estão sendo prioridades no
governo socialista em Araripina, e isto, traz um prejuízo enorme tanto para os
cofres públicos, como para a nossa geração de alunos.
Temos escolas boas (para
concluir as obras), ônibus escolares de qualidade, merenda, professores
capacitados, alunos querendo estudar, mas falta vontade do poder público.

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